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20'09'16

Já faz algum tempo, já faz tempo mas tanto tempo que me perdi um pouco por aí.
Hoje é diferente, já não penso mais (acho). Hoje já não sou como era dantes. Acho que me custa, e nem sei como, nem porquê. Custa-me que haja tanta gente que faz tão pouco e ganha tanto. Custa-me, tentar tudo por tudo, mas nunca conseguir. Muito menos agora. Já faz tempo, mas tanto tempo que me perdi por aí.
Há tantas coisas que me fazem falta, e estaria aqui a noite toda a enumera-las. Irá sempre faltar essas malditas pequenas coisas, que de tão pequenas, são enormes.
Sorri, porque sorrir faz bem, e não chores porque se foi embora. Não quero jogar de novo este jogo, em que se perde pessoas e nunca mais se as conquistam. São mais as que vão, e são poucas as que se ficam. Vai-se lá saber porquê.
Já faz algum tempo, já faz tempo que me perdi por aí, em que deixei muitas coisas para trás, há procura de melhor, em que larguei tudo mas tudo, e sobrevivi apenas. Na vida, tudo se ganha, tudo se perde. Ganhei grandes coisas, mas também perdi grandes coisas.
A vida é assim mesmo, é um jogo de prós e contras, tanto nos dá de mão beijada como no dia a seguir, já nos encosta à parede a por-nos à prova.
É duro quando a vida encarrega-se de pôr tantos obstáculos, para ver se os consegues derrubar. Parece aliás, que alguém faz isso de propósito, já pensaste nisso? Como o ditado diz, " a vida é uma peça de teatro, vive intensamente, ri até não dar mais, e vive como se o amanhã não existisse, pois nunca sabemos quando é que a peça terminará e se dissemos tudo a toda a gente ". Há coisas que ficarão sempre por dizer, é inevitável. Um pedido de desculpas, dizer que tive saudades, um carinho, um amo-te, uma palavra amiga ou até mesmo um abraço. Sei que devo isso a muita gente, mas por consequências da vida, pode ser que um dia mais tarde, sejam ditas. Não é por orgulho, é sim, porque os caminhos tomaram rumos diferentes. Pode ser que um dia a gente se veja por aí, é a frase mais acertada. (por vezes até nos cruzamos passados anos e anos).
Já faz tempo, mas tanto tempo em que me perdi por aí, em que junto todos os bocadinhos de todas as memórias e de todas as recordações bem cá dentro, desde o inicio até aqui. Já passei por tanto, já passamos por tanto. Cresci, cresceste, crescemos. Todos.
Ás vezes dava tudo para voltar atrás, para voltar a ter tudo o que antigamente tinha (amo o que tenho agora, sim) mas há coisas que só o passado tem que o presente não terá. Só o passado tem aquela essência de criança/adolescência. Memórias, sentimentos, amizades, risos, lágrimas, que só se tem uma vez na vida. Afinal, só se tem mesmo uma vez na vida. Os tempos de escola, os putos estúpidos, aquela turma, aquele professor, o teu primeiro beijo, a tua primeira loucura, o teu primeiro namorado, as mentiras contadas aos pais e aquele grupo de amigos, são raros os que prosseguem, os que continuam no teu dia a dia.
O raio do puto do Peter Pan tinha razão, nunca queria crescer, e parecendo que não, os anos passam e mais valor e razão lhe dou. A vida é dura, e custa tanto aceitar coisas que só dão vontade de dizer que não. Somos alvos tão fáceis de abater, basta saber os pontos fracos. Todos temos um, não vale a pena desmentir, resta saber se é apenas um ou se são vários. Até aqueles em que pensas que não, mas são esses mesmos que mexem contigo no dia menos bom. São esses que te fazem chorar compulsivamente, e sabes de quem é a culpa? Daquelas pessoas em que um dia as deixaste conhecer demasiado daquilo que és, e no fim, te abandonaram.
Já faz tempo, mas tanto tempo em que me perdi por aí, em que metade de mim foi com o vento à cerca de catorze anos atrás, e em que a outra continua aqui, que escreve no seu blog passado tanto tempo.
A vida apesar de ser uma valente cabra, põe à prova a nossa fibra. E é por essa fibra que todos nós lutamos. Tencionamos atingir algo sempre melhor, mas é inevitável, deixamos sempre alguém para trás. São escolhas. São decisões que nos acompanharão sempre, mas sempre mesmo.
Já faz tempo, mas tanto tempo que me perdi, que nos perdemos.


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